20 de jan. de 2012

Santuário

Ali, as palavras se perdiam nas ondas do mar. Os dedos dos pés se encontravam por debaixo da areia e as bocas, unidas por um Rio só, se movimentavam como a cauda de uma sereia. O vento, frio e constante, levava todos os males pelos fios dos cabelos esvoaçantes, fazendo do medo de amar, um errante. Era dia, era noite, era eterno. Aos poucos, as palavras eram devolvidas como pequenas conchas pelas ondas do mar. Os dedos dos pés, de esconde-esconde pararam de brincar e das bocas, distantes uma da outra, saíam os fragmentos de saudade mais doces de se escutar. É dia, é noite, é eterno.

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