26 de dez. de 2011

Até outros ventos...

Me despeço sem dizer tchau. Apenas permito, aos poucos, que o silêncio tome conta do ar. A cada minuto, me afasto mais. Devagar, imperceptível. A cada segundo, me cicatrizo sem olhar para trás. O passado é substituível. Tenho, portanto, em meus sutis movimentos, uma despedida calma. Calma, doce, leve. Sem água salgada molhando o rosto, sem água avermelhada escorrendo à pele. Tudo é branco, renda, brisa no pano e silêncio. “Até outra vida”, penso, “até outros ventos”.

1 comentários:

Larissa Fontes disse...

lindo texto, postei no meu fotolog, coloquei os créditos claro, obrigada :)

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